26 de ago. de 2013

Evento Câmara Municipal de Valinhos



Assembleia de mulheres inicia o FSM de Tunis

terça-feira 26 de março de 2013, por Terezinha Vicente
Todas as versões desta matéria: [français] [Português do Brasil]
Antes mesmo da tradicional marcha que costuma abrir o Fórum Social Mundial, as mulheres lotaram o auditório da Faculdade de Direito em luta por seus direitos.

Palavras de ordem muito fortes contra o fundamentalismo islâmico foram cantadas na assembleia de mulheres que ocorreu esta manhã na Faculdade de Direito da Universidade de Tunis, e que teve como principal tônica a defesa dos seus direitos, ameaçados pelas influência da religião sobre o estado na Tunísia. “Vamos, vamos, vamos morrer... mas antes vamos extirpar os islamistas de nossa terra”, gritavam as defensoras do Estado laico.
Não por acaso centenas e centenas de mulheres – e muitos homens – fizeram a primeira grande manifestação neste FSM que começa, antes mesmo da marcha de abertura. Para Shams Abdi, uma jovem militante tunisiana da Marcha Mundial de Mulheres, “este FSM em Tunis tem como símbolo a luta das mulheres, ainda que não seja oficial, os movimentos mais ativos em relação ao fórum são os feministas”. Além do que, segue ela, “nos movimentos árabes a questão da mulher é mais importante do que em outros lugares. Antes, com a ditadura, não tínhamos liberdade de imprensa e de expressão, agora podemos falar e ver o que se passa em Tunis”.
Shams Abdi
As mulheres daqui falam com muito orgulho da luta que vem levando. “Como a revolução começou em Tunis”, diz Shams, “a revolução das mulheres tem que sair de Tunis também. A mulher tunisiana não é uma mercadoria, mercadoria é a vice-presidente da Assembleia Constituinte; assim como ela, temos outras mulheres que são contra os direitos das mulheres”. Para Hiba Yahyaoui, outra tunesina, estudante de letras, “este Fórum encorajará as mulheres a continuar a defender seus direitos, porque a mulher tunesina é forte, tanto quanto os tunesinos”. Perguntei-lhe porque havia tantos homens na assembleia de mulheres. “Em Tunis há muitas associações que encorajam a mulher tunesina a continuar sua luta, como nos disse Chukri Bel Aid”. Ela se referia ao líder de oposição, assassinado recentemente,em 6 de fevereiro.
Solidariedade internacional
A importância da solidariedade dos outros povos com a revolução da Tunisia, segundo nos disse Ahlem Belhard, presidenta da Associação Tunisiana de Mulheres Democratas, e condutora daassembleia. “Nós resistimos, nós lutamos com muitas dificuldades, este é um momento muito importante, pois é preciso impedir a contra-revolução. É importante ver todos os lutadores dos países juntos, pois todas as pessoas que estão no Fórum estão tentando mudar o mundo e podemos nos ajudar nessa mudança”. A lider feminista também destaca a importância histórica da revolução tunisiana, pois “estimulamos outras revoluções, não é um fenômeno nacional, os países da região tem os mesmos problemas, sua origem é a mesma. A política e a economia não são uma fatalidade, são uma escolha”.
Ahlem Belhard
Analba Brazão, da Articulação de Mulheres Brasileiras, acha importante “visualizarmos que o patriarcado está presente em todos os países, embora cada povo tenha suas reivindicações locais”. A feminista brasileira lembra que o mundo árabe não é algo homogêneo e na Tunísia a constituição coloca a religião como algo imutável. Outro fato lembrado por Analba é que elas consideram como primeira fagulha da revolução os protestos na bacia mineira neste país, puxados pelas mulheres, e que nunca aparecem quando se conta a história. A única brasileira a falar na assembleia foi uma representante do Movimento de Mulheres Camponesas, que destacou a luta pela terra e pela segurança alimentar. "Somos nós, as mulheres, que garantimos a maior parte dos alimentos para nossa população, produzidos no enfrentamento ao agronegócio, que destrói a terra e traz todo tipo de violência contra as mulheres".
Mexicanas lutam contra o feminicídio
Além da Tunísia, falaram representantes do Senegal, da França, da Espanha, da Palestina, para uma plenária que tinha ainda diversos grupos de mulheres atualmente em luta, como as do Sahara ocidental e do Mali. A criação de uma rede de apoio as mulheres da Tunísia e a defesa dos seus direitos, ameaçados pelos partido islamita no poder foi proposta a todas as mulheres do mundo.
Mulheres do Mali
Mulheres saharauis




Inédito no Brasil, Encontro Internacional da Marcha Mundial de Mulheres reunirá reunir 1600 participantes de 40 países. A coletiva começa às 11 horas, no Memorial da América Latina, e terá participação de Miriam Nobre, Jean Enriquez e Conceição Dantas.


Nesta segunda-feira, 26, começa o 9º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), em São Paulo. O Encontro vai reunir um número recorde de 1.600 mulheres, vindas de mais de 40 países, em uma semana inteira de atividades, até o dia 31. Inédito no Brasil, o evento já foi realizado em países como Índia, Ruanda e nas Filipinas.
No primeiro dia de atividades, será oferecida uma coletiva de imprensa, às 11 horas, na Sala dos Espelhos do Memorial da América Latina. Participam da coletiva as porta-vozes da organização do evento: Miriam Nobre (São Paulo), coordenadora do Secretariado Internacional da MMM e agrônoma, Jean Enriquez (Filipinas), integrante do Comitê Internacional da MMM e diretora executiva da Coalizão Contra o Tráfico de Mulheres, e Conceição Dantas (Rio Grande do Norte), coordenadora nacional da Marcha e socióloga.
A abertura pública do evento acontece às 17h30 da segunda-feira, com a participação da Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, em mesa que contará com Denise Motta Dau, secretária de Políticas para Mulheres da Prefeitura de São Paulo, Miriam Nobre, coordenadora do Secretariado Internacional da MMM, além de uma representante da Assembleia de Movimentos Sociais. Durante a cerimônia, uma militante de cada região em que a Marcha atua (Ásia, África, Europa, América Latina e Caribe e Oriente Médio) fará uma saudação de três minutos.
Em seguida, às 20 horas, tem início na Tenda da Solidariedade uma roda de conversa sobre as revoltas no mundo árabe e as repressões e assassinatos políticos. Participam do debate as ativistas Souad Mahmoud, da Tunísia, e Khadija Rhamiri, do Marrocos.
A programação do Encontro Internacional, no entanto, começa antes das solenidades. No domingo, 25, será lançada a exposição Feminismo em Marcha, na Galeria Olido. Contendo projeções, fotografias e materiais históricos, a exposição apresenta a trajetória, ações e principais temáticas abordadas pela Marcha Mundial das Mulheres em 62 países. Na segunda-feira, na casa oficial do evento, o Memorial da América Latina, as atividades começam às 9h, com grupos de debates sobre temas contemporâneos do movimento internacional.
Dia 31, sábado, o evento termina com uma manifestação que começa no vão do MASP, na Avenida Paulista, e termina na praça da República, com shows da cantora pernambucana Karina Buhr, das rappers cubanas Krudas Cubensi e do grupo de forró brasiliense Chinelo de Couro.
O Encontro Internacional da MMM
Esta edição do Encontro Internacional da MMM, além de ser a oportunidade de encontro de militantes do movimento de todas as partes do mundo para importantes formações e deliberações, será um momento especial para o Brasil.
O país sedia pela primeira vez esse evento, dando um salto em suas proporções, que contava até a última edição com algumas centenas de participantes.
Também será o momento de encerramento de um ciclo. Durante o Encontro, será eleita a nova composição do Secretariado Internacional da Marcha. O grupo do Brasil, que tem estado à frente do movimento mundial nos últimos anos, terá sua sucessão definida. A gestão brasileira passa o bastão tendo alcançado diversas realizações e conquistas.
“Foram sete anos nessa missão, com várias ações internacionais, com uma conjuntura que se complicou ainda mais, marcada pela crise geral do sistema e o recrudescimento dos ataques conservadores. Faremos um balanço desse período que vai nos fortalecer para o que venha adiante”, conta Miriam Nobre, coordenadora do Secretariado Internacional da MMM.
Sobre a MMM
A Marcha Mundial das Mulheres é um movimento feminista internacional que surgiu no ano 2000 como uma grande mobilização que reuniu mulheres do mundo todo em uma campanha contra a pobreza e a violência. Atualmente, a MMM está organizada em mais de 150 países e territórios. Entre seus princípios estão a organização das mulheres urbanas e rurais a partir da base e as alianças com movimentos sociais. A Marcha defende a visão de que as mulheres são sujeitos ativos na luta pela transformação de suas vidas, e que essa transformação está vinculada à necessidade de superar o sistema capitalista patriarcal, racista, homofóbico e destruidor do meio ambiente.
Serviço:
9º Encontro Internacional da Marcha Mundial de Mulheres
25/08 a 31/08 em São Paulo, SP
Organização: Secretariado Internacional da Marcha Mundial de Mulheres
Coletiva de imprensa: 26/08, 11h, no Memorial da América Latina - Sala dos Espelhos
Abertura pública: 26/08, 17h30, no Memorial da América Latina
Programação do evento: WWW.marchamundialdasmulheres...
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Resumo da programação - 26/08
Memorial da América Latina
8h30 - Acolhidas pelo cortejo, no Portão 1.
9h: Conferência: A trajetória do feminismo na América Latina e Caribe
12h-14h: Resistência em exposição
Visita à exposição do acervo permanente do Memorial da América Latina.
Pavilhão da Criatividade Popular Darcy Ribeiro
14h: Conferência: Acumulação por despossessão: trabalho, natureza e corpos das mulheres
Auditório Simón Bolivar
17h: Abertura pública com a presença da Ministra Eleonora Menicucci
20h: Tenda da Solidariedade
20h: Celebrando a vida das mulheres
Teatro Fragmentos de cena, no Auditório Pagu (Biblioteca do Memorial)
Oficina de Carimbó no Palco da Liberdade
Informações e credenciamento de imprensa
Bruna Provazi - 11 3819-3876 / 985975570
Email: comunica chez sof.org.br
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Fórum de Políticas para as Mulheres


26 de nov. de 2012

PROGRAMAÇÃO DA CAMPANHA 16 DIAS DE ATIVISMO - VALINHOS -SP


Evento de Lançamento da Campanha 16 dias de Ativismo - Mulher Alicerce da Sociedade, realizada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Coordenadoria Especial de Politicas para as Mulheres e Grupo Rosa e Amor, na Câmara Municipal de Valinhos com a Psicologa e Integrante da Ong Feminista Católicas pelo Direito de Decidir Valéria Melki Busin - "DIREITOS REPRODUTIVOS E ABORTO".












17 de out. de 2012

ELEIÇÕES 2012


09/10/2012 - Cresce 32% o número de prefeitas eleitas
(O Globo) O crescimento da presença feminina na política ainda é tímido, mas este ano as mulheres conseguiram uma pequena melhora no desempenho nas urnas: 2.025 candidatas disputaram a eleição para prefeito e 665 delas foram eleitas no último domingo, um crescimento de 32% em relação ao total de eleitas nos dois turnos da eleição de 2008, que foram 504. Oito das candidatas ainda brigam pela vitória no segundo turno. Estão fora, no entanto, dos grandes centros urbanos.
Entre as 26 capitais, apenas a deputada Teresa Surita (PMDB) foi eleita em Boa Vista (RR) e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) disputará o segundo turno em Manaus (AM). A grande maioria das novas prefeitas governará cidades com menos de 200 mil eleitores, incluindo a capital de Roraima. O partido que mais elegeu prefeitas foi o PMDB, com 129 eleitas em cidades médias, seguido do PSDB, com 93 e do PT com 70 prefeitas.
O número de prefeitas aumentou de 9% para 12% do total de prefeitos do país. Também aumentou o número de vereadoras: 7.647 este ano, contra 6.512 em 2008, um crescimento de menos de 20%. Disputaram vagas nas câmaras municipais este ano 113,8 mil candidatas, contra 285 mil candidatos a vereador. O número de candidatas foi grande por conta da exigência da cota mínima de 30% para as mulheres. As 7.647 vereadoras eleitas este ano representam 13,3% do total de vagas.
Na opinião de representantes das mulheres e especialistas, o percentual reduzido de mulheres eleitas é consequência do número menor de candidaturas oferecidas na disputa pelas prefeituras: 2 mil mulheres candidatas contra mais de 13 mil homens.
- O crescimento ainda não é substantivo e não chega perto do que queremos e precisamos para garantir a justiça redistributiva. Somos 50% da população. São 5,5 mil municípios, 12% do total de prefeitos é um percentual muito ínfimo - disse Patrícia Rangel, professora de Ciência Política da PUC de Goiás e consultora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA).
A professora estuda o desempenho das mulheres na política e os dados revelam um crescimento lento da participação na política. Para ela, uma das medidas a serem adotadas é garantir a exigência de cota mínima de candidatura de mulheres também nas eleições majoritárias (para cargos Executivos e Senado).
- Ter muitas candidaturas não significa muitas eleitas, mas ter pouquíssimas candidatas, mesmo com otimismo, sempre teremos pouquíssimas eleitas - acrescentou Patrícia Rangel.
O professor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, José Eustáquio Diniz Alves diz que nos últimos 20 anos o percentual de participação das mulheres aumenta em 1% a cada eleição. Para ele, o maior entrave para o aumento da participação feminina nos cargos de comando está nos próprios partidos, comandados por homens que não querem ceder espaço.
- Nesse ritmo, serão necessários 148 anos para conseguir paridade entre homens e mulheres. O aumento é positivo, no caso de vereadoras, pois mais de mil foram eleitas em relação a 2008. O problema é que os partidos lançam candidatas laranjas em vez de investir na formação de verdadeiras candidatas - avalia o professor. - A barreira partidária é o principal entrave. Os eleitor brasileiro vota em mulher. Em 2010, dois terços dos votos para presidente foram para mulheres, mas para isso é preciso oferecer boas candidatas.

27 de set. de 2012

Seminário Internacional "Migração e Tráfico de Pessoas na América Latina"


A Fundação Memorial da América Latina e o Instituto Latino-Americano de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (ILADH) abriram o seminário internacional “Migração e Tráfico de Pessoas na América Latina”, com a participação, na mesa de abertura, do Cardeal Arcebispo Metropolitano de São Paulo, Dom Odilo Scherer, do Procurador Geral do Ministério Público do Estado de São Paulo, Márcio Elias Rosa, do Presidente da Fundação Memorial da América Latina, João Batista de Andrade, da diretora do Movimento Contra o Tráfico de Pessoas, Débora Aranha, e do presidente do ILADH, Ricardo Yamasaki.




A mestre de cerimônia foi a drag queen Renata Perón, montada em um modelinho preto comportado. Migrante de Juazeiro, BA, artista polivalente, elogiada intérprete do compositor Noel Rosa, o que poucas pessoas sabem é que ela tem uma destacada militância em defesa de minorias. Convidá-la a abrir o evento foi um gesto dos organizadores contra o preconceito e a discriminação.
Ao dar as boas vindas aos presentes, o presidente do Memorial, João Batista de Andrade, lembrou que ele também é um migrante, pois veio do interior de Minas. “Sei a dificuldade que é mudar de paisagem, viver longe dos pais, dos familiares, dos amigos, dos conhecidos. A sensação é que nunca se vai conseguir vencer as barreiras”. João Batista de Andrade contou que, em seu trabalho, essa questão da migração sempre esteve presente, no cinema e na televisão. O premiado “O homem que virou suco”, por exemplo, conta a história de um poeta de cordel que insiste em não se deixar esmagar pela engrenagem de São Paulo, cidade para onde milhões de nordestinos migraram. Por fim, enfatizou que a defesa dos direitos humanos na América Latina é o sonho da sua geração, que vem dos anos 50.
Ricardo Yamasaki, presidente do ILADH, confessou ser “triste ter que discutir esse tema, mas é bom que as pessoas saibam que o tráfico de pessoas realmente acontece, não é lenda urbana, como alguns dizem”. Segundo ele, grande parte da população não tem a percepção da grandiosidade do problema, ignorância que este seminário vai ajudar a diminuir.
Márcio Elias Rosa, Procurador Geral do Ministério Público de São Paulo, reafirmou o papel do Ministério Público em defesa das pessoas vulneráveis. “Especialmente a partir da Constituição de 88, o MP está a postos para defender os assim chamados ´interesses indisponíveis´ ou sociais”, contou. O procurador incentivou as pessoas a não se satisfazerem com um seminário como esse, mas na vida cotidiana se acostumarem a procurar seus direitos ou apoiar quem precisa, como os estrangeiros.
Por último, falou Dom Odilo Scherer, que caracterizou o encontro como sendo de grande importância e atualidade, informando em primeira mão inclusive o tema da Campanha da Solidariedade de 2014: o tráfico de pessoas e a exploração sexual. Ele contou que o Vaticano também acompanha essa questão com muito interesse, por meio do Pontifício Conselho para as Migrações. No Brasil há um serviço da Conferência Episcopal que estuda esse problema. No Estado de São Paulo, especificamente, existe a Congregação de São Carlos, surgida originalmente para apoiar os imigrantes italianos e depois aberta para todas as nacionalidades. “Hoje esse problema é muito grave porque está relacionado ao poder econômico. O tráfico de pessoas para exploração sexual é o terceiro em importância, depois do tráfico de armas e de drogas”, contou. Segundo Dom Odilo Scherer, muitas vezes os traficantes de pessoas se utilizam da própria rede de apoio formada em torno do imigrante para, ainda em seu país de origem, convencê-lo a imigrar. E preciso tomar cuidado, adverte.


A Coordenadoria da Mulher de Valinhos Participou deste evento através de sua Coordenadora SUELI MAROSTICA MAMPRIN com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Social e Prefeitura Municipal . 





·         Tráfico de Pessoas: A Construção do Marco Legal

- Dr. Ricardo Yamasaki – Advogado. Professor da Escola Superior de Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil e da Bolque Cursos Jurídicos. Presidente do Instituto Latino Americano de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos.
- Dr. Paulo Abrão – Doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2009). Mestre em Direito pela Unisinos (2000). Especialista em Direitos Humanos e Processos de Democratização pela Universidade do Chile (2010). Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Uberlândia (1997). É professor da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e professor convidado do Curso de Mestrado em Direito da Universidade Católica de Brasília (UCB). Foi coordenador do Departamento de Direito Público da PUCRS (2003-2007). Foi coordenador da Assessoria Jurídica da Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre (2004). Foi membro do Grupo de Trabalho da Presidência da República para a elaboração do projeto de lei para a criação da Comissão Nacional da Verdade (2009).
- Dr. Fábio Bechara – Promotor de Justiça – Secretário executivo do grupo de atuação especial de combate ao crime organizado no estado de São Paulo. Doutor em Direito pela USP.Mestre em Direito pela PUC/SP. Formação complementar pela Escola Diplomática de Madri/Espanha. Professor da Escola Superior do Ministério Público de São Paulo.
- Dra. Maria Gabriela Ahualli Steinberg – Promotora de Justiça – Graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo,5º Promotor de Justiça do I Tribunal do Júri de São Paulo. Atualmente Assessora do Procurador-Geral de Justiça de São Paulo. Coordenadora do Grupo de Trabalho para a realização de estudos para enfrentamento dos casos de tráfico de pessoas. Estudante do tema Tráfico de Pessoas, convidada pela Universidade de Poitiers, França.

·         Tráfico de Pessoas, Legislação e sua Aplicabilidade


- Dra Anália Ribeiro – Psicóloga Especialista em Direitos Humanos e Proteção a Testemunhas pela UFRJ, Scotland Yard e Polícia Montada do Canadá. Membro do Conselho de Notáveis do ILADH, Assessora da Presidência do Memorial da América Latina/SP. Assessora da CPI da Câmara dos Deputados sobre o Tráfico de Pessoas. Membro do Conselho de Notáveis do ILADH. Participou da CPI Nacional contra o Tráfico de Pessoas do Senado Federal. Participou do Grupo de Trabalho Interministerial do Ministério da Justiça responsável por colaborar na construção do II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de  Pessoas . Ex-coordenadora do Programa Nacional de Proteção a Testemunhas (PROVITA). Ex-coordenadora do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas de São Paulo e ex-presidente do Comitê de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Estado de São Paulo.
- Dep. Nelson Pellegrino (PT/BA)– Autor do PL 2845/2003, que tipifica o crime e cria o sistema brasileiro de proteção às pessoas em situação de tráfico.
- Dra. Eliana Faleiros Vendramini Carneiro– Promotora de Justiça do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado em São Paulo. Mestre em Direito Penal – estudo com enfoque em tráfico de órgãos. Profa. de Direito Penal da PUC/SP – graduação e pós lato senso.

·         Os Acordos Bilaterais e o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas

- Dr. Maurício Correali– Delegado de Polícia em exercício no Departamento de Inteligência da Polícia Civil de São Paulo. Professor da Academia de Polícia de São Paulo. Trabalhou no Ministério da Justiça, inclusive na temática do enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.
- Dra. Izaura Miranda– Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Brasília – UNICEUB e pós-graduada em Direito Processual Penal pela Universidade do Distrito Federal UNIDF. Policial Federal de carreira, chefiou várias Divisões do Departamento de Polícia Federal, chefiou a Divisão de Medidas Compulsórias do Departamento de Estrangeiros da Secretaria Nacional de Justiça. Ex- Assessora de Gabinete da Secretária Executiva do Ministério da Justiçaex-chefe de Gabinete da SNJ. Atualmente é Diretora do Departamento de Estrangeiros da Secretaria Nacional de Justiça. Integra Grupos de Trabalho, Comissões, Conselhos e Delegações de grande relevância em matéria de Migrações Internacionais, Extradição e Transferência de Pessoas Condenadas.

·         Tráfico de Pessoas e as Políticas Migratórias do Brasil e Americana Latina


-Dr. Andres Ramirez– Mexicano, com estudos de Doutorado na UNAM, na área de Economia, onde foi professor e pesquisador. Foi Diretor de Sociologia Rural na UNIU de Chapingo. Tem trabalhado no ACNUR desde o ano de 1987 em diversos países e na emergência de Ruanda e Afeganistão. Desde Fevereiro de 2010 é o Representante do ACNUR no Brasil.
- Dra Deyse de Freitas Lima Ventura– Professora de Direito Internacional do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (IRI-USP). É Doutora em Direito Internacional e Mestre em Direito Comunitário e Europeu da Universidade de Paris 1, Panthéon-Sorbonne. Graduada em Direito e Mestre em Integração Latino-americana da Universidade Federal de Santa Maria. Exerceu a Cátedra Simon Bolívar do Instituto de Altos Estudos da América Latina da Universidade de Paris 3 (Sorbonne-Nouvelle, 2007). Foi professora convidada de Sciences-Po Paris (Ciclo Iberoamericano de Poitiers, 2007) e convidada do Instituto de Altos Estudos Internacionais e do Desenvolvimento (IHEID) de Genebra no Programa Global South Scholar in Residence (2010-2011). Foi Consultora Jurídica da Secretaria do Mercosul (Montevidéu, 2003-2006). É Vice-Diretora do Centro de Pesquisa em Direito Sanitário da Universidade de São Paulo (CEPEDISA-USP). Foi professora adjunta e Pró-Reitora de Assuntos Estudantis da Universidade Federal de Santa Maria.

·         O Papel do Legislativo no Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Brasil e América Latina

-Dra. Cláudia Luna – Advogada, com forte atuação nas áreas de Direito Civil /  Especialista em Direito do Consumidor / atendimento jurídico às mulheres vítimas  de violência doméstica e de gênero . Especialista em Direitos Difusos e Coletivos pela Escola Superior do Ministério Público do Estado de São Paulo. Ativista dos Direitos Humanos das Mulheres e da População Negra e Afrodescendente. Integrou a Executiva da Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados Seccional de São  Paulo ( 2001/2003) . Preside a Organização Não Governamental Elas por Elas Vozes e Ações das Mulheres desde 2006. Realizou Fellowship Programs nas Universidades de Miami e Georgetown nas áreas de Defesa e Proteção dos Direitos Humanos das Mulheres e Formação Política para   Lideranças de Mulheres . Integrou e participou da Co-Fundação do Grupo de Estudos e Trabalhos Mulheres Encarceradas . selecionada para participar da Programa de Formação para acessar  a CIDH ,  da OEA , ( Corte Interamericana de Direitos Humamos e Corte Internacional de Direitos Humanos  ) para atuar nos Sistemas Internacional e Interamericano de Direitos Humanos da OEA e CIDH  da  Law American College, em Washignton D.C  .  Preside o Conselho Gestor da CONE -   Conselho Gestor dos  da Coordenadoria dos Assuntos da População Negra do Município de São Paulo .Integrou  o CIPET – Comitê  Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas – Secretaria Estadual da Justiça e Defesa da Cidadania e o antigo Escritório de Prevenção ao Tráfico de Seres Humanos desde 1999.    Vice – Presidenta  do MCTP -  Movimento Nacional Contra o Tráfico de Pessoas – Responsável por pautar  a CPI Nacional contra o Tráfico de Pessoas  do Senado Federal  e incluir a Sociedade Civil na Construção das Propostas para o II PLANO NACIONAL DE ENFRENTAMENTO AO TRÁFICO DE PESSOAS . Participou  da reunião  do GTI do Grupo  de Trabalho Interministerial do Ministério da Justiça responsável por colaborar na construção do II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de  Pessoas, representando a sociedade civil organizada pelo  MCTP – Movimento Contra o Tráfico de Pessoas . Enquanto representante do MCTP colaborou nos trabalhos da CPI  da Câmara dos Deputados sobre o Tráfico de Pessoas.Membro do Conselho de Notáveis do ILADH – Instituto Latino Americano de Direitos Humanos

·         O Monitoramento das Políticas de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Brasil e América Latina

- Dra Fernanda dos Anjos- Diretora do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação da Secretaria Nacional de Justiça / Ministério da Justiça. É mestre em Direito pela Universidade de Brasília (2005). Foi professora colaboradora da Universidade de Brasília do Programa de Pós-Graduação em Administração, no curso de Gestão Educacional de 2006 a 2010. Pesquisadora contratada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública no âmbito do Instituto Nacional de Estudos sobre Violência, Democracia e Segurança Pública (INCT/MCT Justiça (2007-2008).
As Experiências Latino-Americanas de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas

·         O Protagonismo da Sociedade Civil no Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Brasil e América Latina

-Dra. Sara Parker Chagas – Psicóloga. Supervisora Regional do Trabalho do Exército de Salvação para os Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal.
- Dra Débora Aranha – presidente do Movimento Contra o Tráfico de Pessoas e consultora de organizações não-governamentais em direitos humanos e desenvolvimento sustentável. Ex-coordenadora do Instituto Winrock Internacional do Brasil, responsável pelos programas de cooperação internacional BASTA – Por uma Bahia sem Tráfico de Seres Humanos e CATCH – Combatendo o Abuso e o Tráfico de Crianças na Bahia. Coordenadora da Pesquisa sobre Tráfico de Crianças e Adolescentes para Fins de Exploração Sexual na Bahia.
- Prof. Dr. Sérgio Adorno – Graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, Doutorado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (1984), Pós-Doutorado pelo Centre de Recherches Sociologiques  surle Droit et lês Institutions Pénales, CESDIP, França. Atualmente é Professor Titular em Sociologia da FFLCH- Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, Coordenador Científico do Núcleo de Estudos da Violência – USP, Presidente da ANDHEP- Associação Nacional de Direitos Humanos- Pesquisa e Pós-Graduação, Representante de Área de Ciências Humanas / Sociologia e Membro do Conselho Técnico-Científico da CAPES, Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, Membro do Conselho Consultivo da Revista Análise Social, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Responsável pela Cátedra UNESCO de Educação para a Paz, Direitos Humanos, Democracia e Tolerância.

·         O Papel Político-Pedagógico da Mídia no Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Brasil e América Latina

- Carina Rabelo – Bacharel em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia. Cursa MBA em Relações Internacionais na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Atualmente é Assessora de Comunicação do Ministério Público do Estado de São Paulo. Presta voluntariamente, assessoria de comunicação ao ILADH. Coordenou a assessoria de imprensa da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo, quando aproximou o Núcleo do Tráfico de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas da grande imprensa nacional..Foi editora da Revista Plural, publicação trimestral da Escola Superior do Ministério Público que aborda temas do universo jurídico. Trabalhou como repórter da Revista ISTOE, em Sao Paulo, e  no Jornal A Tarde, em Salvador (BA). Na ocasião, foi homenageada com o Prêmio da Agencia Nacional da Criança e do Adolescente (ANDI) pela matéria sobre a dificuldade de inclusão dos estudantes portadores de deficiência nas escolas publicas e privadas da Bahia.
- Padre Ermanno Alegri –nascido na Itália, naturalizado Brasileiro. Padre desde 1970. Trabalhou 12 anos no interior da Bahia; 5 anos em Goiânia como Secretário Nacional da Comissão Pastoral da Terra; desde 1991, na periferia de Fortaleza. Em 1996 articulou a AnotE, Agência de Notícias Esperança, para oferecer aos meios de Comunicação do Ceará o que as pastorais sociais e os movimentos populares realizavam na construção de cidadania e democracia.
Em 2.000 começou a articular a agência de noticias ADITAL, Agência de Informação Frei Tito para a América Latina, cuja finalidade é fazer conhecer aquilo que os movimentos sociais e populares estão realizando para construir mais cidadania, solidariedade e ética. ADITAL alcança 100.000 pessoas diariamente.

·         As Experiências Internacionais de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas: Um Paralelo com a América Latina

As Experiências Européias no Enfrentamento ao Tráfico de Travestis e Transexuais Latino-americanos para fins de Exploração Sexual                                       

- Dr. Dimitri Sales – Advogado. Mestre e Doutorando em Direito Constitucional pela PUC SP. Vice-presidente do Instituto Latino-Americano de Direitos Humanos (ILADH). Ex-Coordenador de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo.